Nesta semana, Virginia Fonseca - que recentemente falou sobre o sonho de ter um casamento religioso - voltou a movimentar as redes sociais ao comentar, em tom de brincadeira, o fato de José Leonardo, seu filho mais novo com Zé Felipe, ainda não falar.
Durante uma live, a influenciadora disse que o pequeno, de 1 ano e 6 meses, teria “puxado ao pai” - que abriu o coração sobre o término com Ana Castela -, sendo mais “preguiçoso”, e reforçou a ideia popular de que meninos demoram mais para desenvolver a fala. Mas será que isso é mesmo verdade?
De acordo com a fonoaudióloga infantil Adriana Fiore, mestre em Distúrbios da Comunicação pela PUC-SP, a resposta exige cautela. Em nota enviada ao Purepeople Brasil, a especialista alerta que o tema está longe de ser “preto no branco”. “Dizer simplesmente que menino fala mais tarde pode atrasar a procura por ajuda em casos que realmente precisam de avaliação. O olhar deve estar nos sinais do desenvolvimento, não em crenças generalizadas”, explica.
Sobre o momento em que a criança começa a falar, Adriana destaca que há, sim, uma variação individual, mas com limites. “Existe uma faixa de variação, porque cada criança tem seu ritmo. Mas essa variação não deve ser usada como justificativa para esperar demais quando os marcos não estão acontecendo”, pontua.
Em geral, as primeiras palavras com significado surgem por volta de 1 ano de idade. Já aos 2 anos, é esperado que a criança comece a formar pequenas combinações de duas palavras. Antes disso, porém, a comunicação já está em curso e é justamente nesse estágio que alguns sinais de alerta podem aparecer.
Entre eles, pouco contato visual, ausência de gestos, dificuldade para compreender ordens simples e frustração frequente ao tentar se expressar. “Nesses casos, o ideal não é esperar. É investigar”, reforça.
A especialista também chama atenção para o papel das interações no desenvolvimento da linguagem! Conversas, brincadeiras e até a narração da rotina são fundamentais nesse processo. “A linguagem se desenvolve na relação. Quanto mais presença, conversa e vínculo, melhor tende a ser o ambiente para a criança se comunicar”, afirma.
Por fim, Adriana é direta ao orientar os pais sobre quando buscar ajuda profissional: não é preciso esperar que o atraso se torne evidente. “O momento certo é quando a família percebe que algo não vai bem. Quanto mais precoce a avaliação, maiores são as chances de uma intervenção eficaz”, destaca, citando o acompanhamento com fonoaudiólogo, pediatra e, em alguns casos, otorrinolaringologista, especialmente para avaliar a audição.
“Cada criança tem seu ritmo, mas o desenvolvimento não deve ser acompanhado com passividade. Quando há dúvida, avaliar cedo faz diferença”, conclui.
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